Por mais que queiramos, nada ficou igual, e nada de dizer que está tudo bem, pois não é essa a realidade de agora, e temo que não será nunca mais, tomando como referência a nossa vida antes do aparecimento deste vírus. O dia começou com a imitação da rotina de fim de semana, de antigamente: ir levar o equipamento da musica ao restaurante, para depois regressar a casa, e partir de bicicleta para o escritório, onde tratei de dar avanço na papelada.
Já é tempo de fazer algum balanço deste período que durou dois meses e meio, com algumas curiosidades:
- li dois livros e meio, de autores brasileiros.
- fiz 520 Km de bicicleta na rua, e 56 Km na bicicleta de casa.
- publiquei 98 musicas gravadas no estúdio,, e deixei umas 20 por publicar.
- vi dezenas de filmes no Netflix
- fiquei cada vez mais adepto de escutar a Accuradio
- publiquei 10 grupos de fotos no blogue das fotografias
- publiquei e geri diariamente as paginas de 3 restaurantes
- publiquei pontualmente na pagina da loja
- geri parte dos e-mails da loja
- fui a Verdun
Não poderei dizer que não estive activo. Na realidade confirmei que tenho de exercitar sempre as pernas, sob pena de enferrujar, se não o fizer.
A noite no restaurante foi fraca como se esperava, com perto de vinte clientes, e algumas refeições para fora. Nem toquei, aproveitando para colocar em dia o trabalho de escritório. Subindo à sala noto as dificuldades de adaptação à nova realidade que nos diz que não está tudo bem, e se nos esquecemos por momentos, as máscaras, o gel desinfectante, os avisos, as mesas vazias de pratos, copos e talheres, os cumprimentos com cotovelo, vêm lembrar-nos da nova realidade.





















