segunda-feira, 11 de maio de 2020

dia 57, segunda-feira, 11 de Maio


O primeiro dia em que oficialmente se vão desapertando algumas amarras de confinamento, na França poderei circular livremente até 100 km da minha residência, e como trabalho no Luxemburgo, posso atravessar a fronteira, munido do documento justificativo.
Com  a chuva constante e uns pouco convidativos 5 graus, não tive outra alternativa do que pegar no carro para ir ao escritório.
Em Esch o movimento de carros já é o normal dos dias pré-covid, pois todo o comércio abriu a partir deste dia, e por isso, acabaram-se os lugares de estacionamento à porta do restaurante.
Depois de beber uma saborosa "bica" dediquei-me à papelada e a meio da manhã, recebo um telefonema do meu patrão a dizer que estava no hospital para exames. Temo que seja algo prolongado, e se isso acontecer, veremos como será o futuro, e que trabalhos poderei ou não ter, por mais este percalço. O que fiz, foi avisar que irei ao escritório de 2 em 2 dias, e disponibilizar-me para o que seja preciso e esteja ao meu alcance.
O grande corte que levei no dinheiro que recebo mensalmente, leva-me a ter de tomar algumas medidas de contenção nas despesas para aplicação imediata, e uma das áreas em que tenho de poupar é na da alimentação, por isso o lema é gastar pouco sem prejuízo da saúde. Por isso o almoço foi de "restos". Ficou a barriga aconchegada, e não houve custos.
Ainda me dói, e continuará a doer, a falta do meu vizinho. Uma das coisas que mais gosto nesta casa é a varanda, pelo espaço que tem, e me permite ter os canteiros, grelhar, fazer refeições, ler, tocar viola, e saborear a calma paisagem de ver ali mesmo à minha frente. Era hábito também mirar de cima o quintal do Yves, sempre arrumadinho.
A tarde dividiu-se entre apoio aos restaurantes e à loja, e um filme que terminei ao serão, mais um caso verídico passado em plena época nazi, de produção checa: "The devil's mistress". ****

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