quinta-feira, 14 de maio de 2020

dia 61, sexta-feira, 15 de Maio

Mais uma manhã de sol, a 14 graus, e uma rotina diferente. Foi o dia de ir levantar as máscaras disponibilizadas pelo governo luxemburguês. Na informação disponibilizada as instruções para levantamento eram claras: levar o documento fornecido e ir de carro, ao local mais próximo que no meu caso foi em Belval, num parque de estacionamento. A operação está a cargo dos militares que controlam o acesso ao parque e distribuem uma caixa com 50 mascaras, contra a entrega do papel. Um dos militares falava português.
De caminho fui buscar o correio ao restaurante e aproveitei para umas compras no centro comercial. Prevejo que a partir desta mudança, terei pouco apetite por vaguear nas lojas. Porque em algumas tenho de esperar na fila; porque não me sinto à vontade para ficar nas calmas às compras, pois existem pessoas em espera; porque a máscara incomoda, condiciona a respiração, que embacia os óculos; porque há menos dinheiro para gastar; porque há que repensar a necessidade e utilidade do que se vai comprar.
Como não fiz bicicleta de manhã, saí a meio da tarde para pouco menos de 9 Km. Tudo está a caminho de voltar à normalidade: o movimento de carros, de pessoas, crianças no parque, comércio aberto mostram a vila como sempre a conheci até 15 de Março. Agora, cabe em grande parte às pessoas respeitar as normas, e fazer por merecer este regresso à "vida".
Vi a minha vizinha, mulher do Yves, estava vestida de preto. Contou que a cremação foi bonita com musicas do Johnny Halliday e dos ACDC.
Jantei sardinhas assadas que me souberam muito bem. Foi o regresso possível às recordações de Portugal.
O filme, baseado em factos reais, foi enfadonho. Mias um relato de resistência aos nazis, desta vez na Holanda. **

Sem comentários:

Enviar um comentário