sábado, 9 de maio de 2020

dia 55, sábado, 9 de Maio

O primeiro sábado sem sentir qualquer movimento no piso térreo aqui do prédio. Não que o Yves ou a mulher fizessem barulho, mas sempre se sentia a presença, principalmente dele, que andava sempre envolvido em alguma tarefa.
Amanheceu de chuva, mas mesmo assim atrevi-me a pedalar, num suposto dia feriado, mas com todo o comércio aberto em Audun. Não foram os pingos da chuva que me mandaram para casa, mas o aviso do restaurante, sobre um erro que cometi numa publicação, e tive de vir corrigir.
Avizinha-se o dia 11 de Maio, e portanto deverão ser retiradas algumas restrições, que confesso ainda não percebi bem, o que posso aliviar nesta rotina de dois meses. Por enquanto farei sempre a declaração de saída. Nunca se sabe.
O almoço foi a condizer com o dia meio outonal: bacalhau cozido, com grão, e ovo, adornado com salsa e cebola picada e um dente de alho.
Após o almoço terminei de ver "o crime do padre Amaro", cujo final denuncia a força da igreja e os seus podres encobertos. ****
Com o tempo a abrir um pouco, no final da tarde ainda deu para jardinar um pouco, e olhar o quintal do Yves, com os seus canteiros, vazio de pessoas.

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