domingo, 5 de abril de 2020

Dia 11, quinta-feira, 26 de Março


Por vezes quando delineava um plano para o dia, mesmo que fosse apenas de manhã, ou de tarde, o meu patrão, que decide tudo em cima da hora, trocava-me as voltas todas, e lá ia por água abaixo a organização mental pré-programada do dia. Sei que ele é assim mesmo. Não é nada pessoal, e por isso me tenho adaptado como posso a alterações de ultima hora.
Hoje foi um desses dias. Mas hoje teve o sabor de quase aventura, dado que há dez dias tudo é tão igual que uma modificação de rotina cheira a quase dois dias de férias.
Estava eu a preparar-me para um dia rotineiro, idêntico aos anteriores quando pelas 9:50h, ele me telefona a dizer precisar que nos encontrássemos no escritório pelas 10:30h. Só depois de desligar reparei que tinha 40 minutos para tratar dos documentos para sair, das tarefas inadiáveis de casa de banho, do pequeno almoço, de me vestir, e de arranjar estacionamento perto do restaurante.
Foi tudo à pressa, e com aquele stress inesperado rumo a Esch. Pelo caminho encontro a Gendarmerie a controlar documentos, que por terem "clientes" apenas me olharam e nada me disseram. Na entrada em Esch, o posto de combustível, que antes estava sempre a abarrotar, encontrava-se vazio, apesar do gasóleo a 89 cêntimos. Estacionei perto, e junto com o meu patrão tratou-se do expediente urgente, com uma troca de palavras pelo meio. Ambos temos uma noção de indefinição, e medo à mistura, que não adianta admitir, mas também, não disfarçar. 
Tratados os assuntos no escritório, o regresso a Audun foi tranquilo, sem avistar policias, e com o detalhe de no Lydl, não haver fila para entrar, um sinal que as despensas estão cheias, e as carteiras vazias.
Depois de almoço, decido-me por juntar ao esforço mental da manhã, o esforço físico, dando uma limpeza aldrabada à bicicleta, e logo de seguida, colocando mais 6 Km no contador. Ficou feito o exercício do dia, que justificou uma pequena mas reparadora sesta.
O final do dia bem como o pós jantar, uma bela feijoada de choco e lulas, acompanhado de um Evel Branco, foi dedicado à primeira parte do Padrinho II.


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