Dia
de sol, para fazer esquecer o anterior, e uns poderosos 11 graus.
Desde que estou na "reserva" que tento contrariar aquela
tentação de ficar só mais um bocadinho na cama, para não criar
uma mau hábito, mas também porque sempre fui mais de apreciar uma
boa sesta, do que ficar meia manhã deitado e depois verificar que
dali a pouco tempo será hora de almoço. Acho um desperdício, mas
haverá quem diga o mesmo em relação a fazer uma sesta, coisa que
tenho evitado também. Quando o relógio marcava 9 e pouco já estava
a pé, para iniciar as rotinas matinais, os quilómetros a ver os
mesmos caminhos, as pessoas (algumas já as vou conhecendo) que me
cumprimentam, mesmo que eu não o faça por distracção.
As
filas nos locais que estão abertos, inclusivé no Point Vert que é
um espaço que vende artigos para animais, plantas e tudo para
jardinagem. Apesar dos dias serem todos iguais, a sensação que me
dá é que as pessoas assumem o sábado como dia para ir às compras,
o que até se compreende em parte pois ao domingo, ao contrário do
Luxemburgo, na França fecha tudo.
Depois
da volta, a paragem junto ao rio, onde vou aguardando que me chegue o
som dos pássaros, o avistamento dos patos, e o cheiro da natureza
envolvente. Tudo isto é cortado pelo ruído de um enorme Boeing 747,
da Cargolux, que vai descendo para o aeroporto de Findel. Quase que
regresso aos meus tempos de jovem, em que observar um avião era um
acontecimento.
A tarde andou em torno das escritas, alinhamento de canções para ir gravando no estúdio, e também alguma leitura do "Aleph", que agora ma vai despertando algum interesse.
Jantar de grelhados, e com o filme "Cinema Paraíso".
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