Parece
que o clima local fez um pacto com as autoridades, que nos obriga a
sair de casa a conta gotas. O sol continua a brilhar e existe um
sabor primaveril no ar, que me fez aumentar o distância a percorrer
para 8 quilómetros, por puro prazer. No trajecto, vou notando mais
gente na rua, mais carros, e já vou conhecendo os cães e os seus
donos, que saem para passeio à mesma hora que eu. Verifico também
que ao contrário dos dias anteriores, a fila do Carrefour aumentou
bastante, e anda a passo
de caracol, pois em cerca
de meia hora, um tipo vestido
de azul berrante, andou cerca de dez metros.
Almocei
grelhados.
Depois
de almoço retornei a estúdio, e dei um pouco de gás ao volume, e
foi de tal modo, que a dado momento ao terminar uma canção ouvi
aplausos da vizinhança. Os vizinhos do costume estavam a escutar. O
projecto de fazer um concerto está a ganhar forma.
Depois
fui pedalar mais uma vez, tendo completado neste dia 16 quilómetros
no trajecto que a minha bicicleta vai conhecendo de olhos fechados.
Vou-me tornando adepto de fazer uma paragem estratégica final do
passeio, junto à pequena ponte, por cima do rio Alzette. Ali vou
escutando a passarada, vislumbrando os patos no rio, e observando o
correr do rio no seu constante burburinho. Antes, o mar era uma
terapia, hoje é o rio. Assim tem de ser. Quem não caça com cão...
No
serão, fui-me perdendo a ver os resultados de mais um dia de
pandemia. Não houve filme, nem o Covid dá tréguas.

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