terça-feira, 28 de abril de 2020

dia 43, segunda-feira, 27 de Abril

Renovada a confirmação de mais um dia de sol, preparei a documentação para ir ao escritório, e sem haver policia no caminho, entrei como habitualmente no Luxemburgo, que mantém um escasso movimento de carros. Ao chegar ao restaurante, venho que o patrão seguiu o meu conselho de chamar o pessoal, para lhes dar alguma ocupação, e ir fazendo algumas arrumações, e assim dar uma sensação mesmo que curta, de que o confinamento está a desanuviar. Foi bom rever o pessoal, e muito melhor foi, beber um café de máquina, um "bica". Depois de descer ao escritório, encontrei o caos já esperado, que é o de ver a secretária do patrão com documentos de toda a espécie espalhados, e começo por separar os que já foram "tratados", ou seja, que já registei, dos que ainda não passaram por mim. A principio isto fazia-me confusão, e irritava-me até um pouco. No presente, seja por hábito, seja porque deixou de haver o factor surpresa, até estranho se houver arrumação, que é como quem diz - o patrão não tem vindo ao escritório. Depois dele chegar tratou-se dos assuntos do dia, conversou-se um pouco. Apesar de toda esta situação, ele mantém a vontade de abrir o terceiro restaurante, o que prenuncia que irei ter mais trabalho, mas também o contrato de trabalho melhorado e mais bem remunerado. Bem preciso.
O almoço foi na varanda, ao que se seguiu uma tarde atípica em período de confinamento. Assumi por gosto a responsabilidade de dar uma ajuda nos flyers do restaurante onde costumava almoçar no Pinhal de Frades, que iniciou o serviço de take away. Pintei os estrados da varanda, e no final da tarde apareceram duas noticias não muito boas: o carro precisa de mudar filtros e oleo, e serão mais uns euros gastos. De qualquer modo penso que o actual vencimento que disponho me permite que ainda sobre algum dinheiro, depois de pagos os encargos e despesas mensais. A outra noticia, foi a da morte do irmão de um colega de escola, com apenas 53 anos. Como dizia a minha avó: não somos nada.
Depois de um jantar de bacalhau no forno, mais um filme sobre um caso verídico, desta vez relatando o caso de uma mulher que criou uma espécie de fundação ateia, muito arrogante e provocadora. Em alguns momentos fez-me lembrar a minha mãe. "A mulher mais odiada" **


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