Gosto sempre de números redondos. São metas, quando relacionadas com bons acontecimentos. Claro que não gostava quando recebia um cheque devolvido de cliente com numero redondo, ou qualquer noticia numérica desagradável. Este foi o dia 40, quase a completar um mês e meio desta vida, que é uma vida adiada.
Para continuar a senda de continuidade, o dia repete-se azul, e com perto de vinte graus, que deram para voltas dispares à volta de Audun, com novos locais e quase 14 Km de passeio. A noticia menos boa chegou antes de almoço: as velas do carro afinal são 163€, e lá se vai a poupança. Se tem que se, que seja. Apenas espero que o meu vizinho acerte no diagnostico, e o assunto fique resolvido.
Almoço feito, e descida ao estúdio para uma sessão de acústicos, com a Ibanez, e as suas cordas de nylon que transmitem um som mais suave e facilitam os dedilhados. Dediquei o ensaio e as gravações a fados e canções apenas em língua portuguesa. Publiquei um fado do Carlos do Carmo, "Loucura", e um fado de Coimbra, "do Choupal até à Lapa", celebrizado pelo Zeca Afonso. Parece-me bem, para o momento que Portugal atravessa, o 25 de Abril. Celebrar singelamente, sem as merdices partidárias.
As noticias agora vão ter, na minha opinião, vertentes perigosas, na acção, e na interpretação, pois uns vão desconfinar, outros vão manter as restrições, e tudo isto sem sincronismo e com os números de mortos e infectados numa constante roleta que tem tudo menos de estável.
Depois de uma tentativa falhada de afinar os travões da bicicleta, jantei cedo uma espécie de pizza à moda da Alsácia, o "Flammkuchen" com mais um tinto francês bastante encorpado, de 13,5 graus, e mais um filme. Desta vez fugi aos "verídicos", e vi uma versão que desconhecia, do "Dracula". **
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