Domingo
a começar com as primeiras nuvens no céu, ao fim de mais de uma
semana de ausência, e com uma hora de avanço. Pela primeira vez não
me afecta em nada esta mudança de hora. Começo o ciclo da rotina
normal, com a alteração do clima, que constato quando começo a
pedalar, sentindo um vento que agora, em vez de vir de norte, vem de
oeste, e forte, aplicando os sete graus no corpinho. Na rotunda
principal de Audun, a Gendarmerie faz parar todos os carros que
vindos do Luxemburgo, pretendem entrar em França. Com o comércio
essencial fechado, as ruas estão ainda mais desertas, e perante a
proximidade da autoridade, prefiro fazer a minha volta dentro do meu
bairro e assim, evitar a rotunda. Quanto mais discreto melhor.
Feitos
os quilómetros do costume, tomei a decisão de montar o equipamento
musical na minha arrecadação, para começar a dar por ali uns
toques, seja para revisitar temas, corrigir, ou simplesmente pelo
simples prazer de tocar. Não está fora de hipótese fazer ali umas
gravações de alguns temas, e depois publica-los.
Quando
o relógio
marcava 15:40 h, começou a nevar timidamente. Mais um incentivo para
não se sair de casa.
Sem
vontade de fazer os restantes quilómetros diários, desci até à
arrecadação e testar o som com a Ibanez acústica, e o resultado
não está mau. As poucas dimensões do espaço proporcionam uma boa
acústica hermética. O entusiasmo foi de tal modo que deu para
gravar o "Aconchego" e a aceitação no Facebook foi
razoável. Apesar do espaço ser reduzido, foi uma boa ideia criar
aquele espaço de ensaio e lazer. O som que consigo na gravação do telemóvel é que deixa muito a desejar, mas o que conta é estar activo. Que se lixem os perfeccionismos.
O
dia acabou com o visionamento do primeiro dos três filmes italianos
que elegi para a próxima semana: "O carteiro de Pablo Neruda".

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