Parece que o bom tempo não arreda pé destas bandas, e como se não fosse bom ir levando os dias sem chuva, a coisa melhorou com a subida de temperatura que já convida a andar com menos roupa.
Desde o dia 20 de pandemia, que decidi arriscar novo trajecto de bicicleta, agora pela rua principal, passando pelas duas igrejas de Audun. Na medida em que vou pedalando, tenho ganho mais resistência nas pernas, e o que por vezes era obrigação, tem-se tornado em momentos de total prazer, pelo que aliando o bom tempo, ao novo trajecto, e à maior capacidade física, vou aumentando as distâncias percorridas. Desde o dia zero que levo mais de 130 Km feitos na rua, uns 30, em casa. Pelas ruas são raras as pessoas. Só as duas padarias estão abertas, com pequenas filas. Os franceses não dispensam as suas baguettes. Já os cheguei a ver à chuva, ao frio, ao vento e até à neve, com uma simples baguette debaixo do braço. Findo o passeio, ainda me sobrou tempo para visitar os patos que hoje me brindaram com um voo nas imediações do rio.
Foi dia também de inaugurar as refeições na varanda, com uma valente feijoada de marisco, acompanhado de um vulgar mas sempre agradável tinto Rosário, da Ermelinda de Freitas.
A tarde, passou-se sem bicicleta, com a tarefa de passar estes escritos de Word para Blogue, o que consumiu todo o tempo até à hora de jantar, que em vez de jantar, passou a petiscar, aproveitando o bom tempo que sugeriu comer novamente ao ar livre. Sem me dar conta das horas, começo a houver o som de aplausos, vindos tanto de Audun, como da povoação cuja fronteira fica nas minhas traseiras, Russange. No relógio davam as 20 horas. Era o povo francês a homenagear os heróis destes tempos.
Terminei o filme "Cinema Paraíso" . Fica sempre uma lágrima envergonhada por sair, quando vejo este filme.
Terminei o filme "Cinema Paraíso" . Fica sempre uma lágrima envergonhada por sair, quando vejo este filme.

Sem comentários:
Enviar um comentário